O Ministério da Saúde
informou nesta terça-feira (16) que tem registrados 35 casos de contaminação
por febre amarela no país no período de julho do ano passado a 14 de janeiro
deste ano. Na dívulgação do último balanço, em 9 de janeiro, eram 11 casos.
Do total de casos
divulgados nesta terça, seis foram registrados em 2018. Ao todo, 20 pessoas
morreram da doença no período.
A pasta recebeu
notificação de 470 casos suspeitos, sendo que 145 permanecem em investigação e
290 foram descartados. De acordo com o levantamento do governo federal, os
estados de São Paulo e Minas Gerais são os que registraram a maior incidência,
com 20 e 11 casos confirmados, respectivamente. Seguidos por Rio de Janeiro (3)
e Distrito Federal (1). Apesar do
aumento de casos – 24 a mais, no intervalo de uma semana -, o
secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi, afirma que
“não é possível falar em surto”.
“Hoje estamos falando
no aumento da circulação viral e no aumento da incidência no número de casos,
mas não em surto.”
Os casos, segundo o
governo, são de residentes em zonas rurais ou que tiveram contato com áreas
silvestres por motivo de trabalho ou lazer e, por isso, no Brasil “só há casos
silvestres registrados de febre amarela”. ´
Sem febre urbana
O monitoramento do
Ministério da Saúde é atualizado diariamente por estados e municípios e, até
esta terça, não havia registros de febre amarela urbana. O último caso desse
tipo foi registrado no Brasil em 1942.
Para conter o avanço
da doença, o secretário afirma que a pasta está tendo um “excesso de zelo”,
especialmente com a adoção de doses fracionadas para imunização. Questionado,
no entanto, sobre o estoque de vacinas em todo país, o representante do ministério
não esclarece a real quantidade disponível para vacinar a população.
“Essa é uma
informação de segurança nacional. Temos vacina suficiente para vacinar toda a
população brasileira, caso necessário.”
Alerta da OMS
Sobre a recomendação
da OMS de vacinação para viajantes internacionais que se dirigem ao estado de
São Paulo, o ministério diz considerar uma “medida ampliada de cautela”, já
que, segundo a pasta, “não haveria como prever os deslocamentos internos dessas
pessoas”.
No estado, a meta é
ampliar a campanha de vacinação contra a febre amarela para 54 cidades e
imunizar cerca de 8,3 milhões de pessoas ainda não vacinas, sendo 6,3 milhões
com a dose fracionada e dois milhões com a padrão.
Já no Rio de Janeiro,
7,7 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 2,4 milhões a
padrão, em 15 municípios. Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas deverão ser
vacinadas coma dose fracioanda e 813 mil com a dose padrão em oito municípios.
O período de campanha nos estados do Riod e Janeiro e Bahia permanecem os mesmos,
do dia 19 de fevereiro a 9 de março, sendo dia 24/02 o dia D de mobilização. FONTE : MINISTÉRIO DA SAÚDE



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