Policial foi morto em
abril; outros dois suspeitos já foram mortos e dois presos
Um dos suspeitos de
participar do assassinato do investigador da Polícia Civil Rogério Lima
Ribeiro, 46 anos, foi morto pela Polícia Militar depois de reagir a uma
abordagem, segundo a PM. Felipe Moreira dos Santos Silva, 18 anos, estava
foragido e foi encontrado na manhã desta quinta-feira (21), no bairro Nova
Brasília, próximo à Escola Vera Lux.
Segundo a Secretaria
da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), policiais da 50ª Companhia Independente
de Polícia Militar (CIPM/Sete de Abril) faziam rondas de prevenção a roubos no
local quando receberam denúncia anônima sobre um grupo de cinco criminosos
traficando drogas.
“Um deles já estava foragido do bairro do
Lobato pela morte do investigador. Imediatamente montamos um cerco”, explicou o
comandante da unidade, Sérgio Malvar.
Foto: Divulgação
SSP-BA
Felipe Moreira tinha
mandado de prisão em aberto pela morte do policial. (Foto: Divulgação/ SSP-BA)
O oficial relatou
que, chegando ao local, os policiais foram recebidos a tiros. Durante o
confronto, Felipe foi atingido, levado para o Hospital Geral Roberto Santos,
mas não resistiu aos ferimentos. O restante do grupo conseguiu fugir e continua
sendo procurado. Nenhum PM ficou ferido.
Ainda segundo
informações da SSP, com Felipe Silva foram encontrados um revólver calibre 38
com cinco munições, 69 pinos de cocaína e 13 porções de maconha. A ocorrência
foi registrada no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Outros dois suspeitos
de participar da morte do policial civil também foram mortos em confronto com a
polícia poucos dias após o crime. Já outros dois homens, também suspeitos de
envolvimento no homicídio, foram presos.
Relembre o caso
Rogério foi atingido
no dia 27 de abril, no Lobato, durante uma operação que tinha como objetivo
prender integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM) responsáveis por homicídios
e assaltos. O investigador trabalhava na 3ª Delegacia de Homicídios (BTS), do
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
“O local quem domina
é o BDM. Um dos líderes de lá é Coresta, que atua nas localidades de Pedreira e
Bananeira”, declarou o investigador Marcos Maurício, presidente do Sindicato
dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc). A facção age também nas
localidades de Barriquinha (Capelinha), Ladeira do Cacau (São Caetano), Boa
Vista de São Caetano e Santa Luzia do Lobato, onde Rogério foi baleado.
“Fomos cumprir alguns
mandados de prisão por tráfico e homicídio. Os alvos faziam parte do BDM”,
disse o chefe do Serviço de Investigação da 4ª Delegacia (São Caetano) Darlan
de Assis, que participou da operação.
A investida contra os
traficantes contou com aproximadamente 40 policiais, entre civis e militares. A
operação partiu de uma investigação de agentes da 29ª Delegacia (Lobato) com o
auxílio da 4ª DP e com o apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à
Pessoa (DHPP) e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado
(Draco) e policiais das Rondas Especiais (Rondesp).
Disparos
A região do Lobato
foi tomada pelos policiais por volta das 14h30 daquele 27 de abril. Eles foram
divididos em equipes. “O meu grupo mesmo estava na Ladeira do Cacau quando
atiraram na gente. Trocamos tiros com eles, mas aí, recebemos a informação de
que um policial tinha sido baleado e voltamos para dar apoio”, disse o chefe do
SI da 41ª DP.
Rogério foi baleado
quando se aproximava para abordar um grupo de suspeitos em Santa Luzia do
Lobato. “A polícia fazia o cerco e os bandidos se sentiram acuados. Quando a
equipe de Rogério entrou numa rua e foi fazer a abordagem, um homem armado saiu
de um beco e atirou, atingindo-o”, contou o presidente do Sindpoc.
Sonho
Rogério tinha o sonho
de ser policial civil. Apesar de ter passado no concurso em 1997, ele só
conseguiu entrar na corporação há seis anos, após ter entrado com várias
liminares.
Segundo parentes
ouvidos pelo CORREIO no dia do crime, um dos traços da personalidade de Rogério
era a determinação. Ele começou a trabalhar cedo como office-boy para ajudar o
pai. Já adulto, ele começou a cursar geografia, mas depois mudou de curso e
ingressou na graduação de história.
CORREIO

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