
O vazamento de um
duto da Petrobras provocou o danos ambientais no município de Candeias, na
Região Metropolitana de Salvador (RMS), ao espalhar um metro cúbido de óleo
pelo rio São Paulo. O fato ocorreu neste sábado, 9, mas ainda causa prejuízos à
fauna da região e aos moradores, sobretudo os pescadores e as marisqueiras que
tiram seu sustento do rio e do manguezal, que também foi afetado pelo
vazamento.
A situação foi
denunciada ao Portal A TARDE pela marisqueira e militante do movimento de
pescadores Marizélia Lopes. Ela explica que o vazamento foi percebido por um
pescador, que também detectou o a chegada do óleo ao manguezal.
"Hoje (domingo)
pela manhã, alguns pescadores foram até o rio e registraram a mancha. Nossa
preocupação é que, quanto mais esse óleo ficar na água, a maré vai levar para
mais longe. Isso afeta a Ilha de Maré e as comunidade de Madre de Deus e
Candeias", ressalta.
Em nota, a Petrobras
afirmou que, ao detectar o vazamento no duto, interrompeu a produção da linha e
iniciou a limpeza da área. "Equipes de monitoramento ambiental já se
encontram no local. A Petrobras ressalta que não houve danos a pessoas e que
comunicou o ocorrido aos órgãos competentes", afirma a empresa.
Entretanto, Marizélia
enfatiza que cerca de 90% dos quase 10 mil moradores da Ilha de Maré depende do
pescado para sobreviver. "O primeiro impacto é que os caranguejos somem.
As famílias que dependem da coleta do caranguejo ficam semanas sem conseguir
trabalhar", diz ela, que planeja uma manifestação para a manhã desta
segunda-feira, 11, junto com outros moradores, para exigir mais fiscalização na
área.
"Este mês tem
duas datas importantes para a nossa cultura: o dia do meio ambiente e o dos
pescadores. E é esse presente que a gente ganha em nome do desenvolvimento e
das grandes empresas. É preciso que os governantes façam algo e
fiscalizem", afirma.
A ATRDE
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