Antes mesmo de
contabilizar todos os negócios fechados, a organização da Bahia Farm Show
divulgou um balanço parcial, informando que o evento mantém o título de “feira
do bilhão”, confirmando, portanto, as estimativas de movimentação de mais de R$
1 bilhão, nos cinco dias da maior feira de tecnologia agrícola do Norte e
Nordeste. O evento, iniciado no último dia 5, foi encerrado no sábado, 9, no
município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Os dados consolidados
serão divulgados na próxima semana.
Em entrevista
coletiva, os organizadores informaram que nem mesmo a paralisação dos
caminhoneiros, que fez com que o evento fosse adiado por uma semana, tirou a
credibilidade conquistada nas edições anteriores. “O impacto da greve nos
deixou apreensivos inicialmente, mas serviu para unir ainda mais as pessoas que
fazem o evento”, destacou o vice-presidente da Associação de Agricultores e
Irrigante da Bahia (Aiba), Luiz Pradella.
Segundo ele, o
aumento de expositores foi de 20% em relação a edição 2017, com destaque para a
diversificação de produtos e serviços dentre as 900 marcas oferecidas pelos 200
expositores presentes. A internacionalização da feira, iniciada ano passado
continua em ascensão, com a presença de países como Uruguai, Estados Unidos e
Alemanha.
Efeito safra
A maior safra de soja
já colhida da região oeste e a segunda maior de algodão, segundo o presidente
da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cézar Busato,
foram as principais responsáveis pelas boas vendas durante a feira. “Mais de
85% do algodão desta safra já estão comercializados e 20% do da safra de 2019
também já estão vendidos, os preços estão bons e é claro que isso anima os
agricultores a investirem em maquinário”, disse.
Em relação ao público
presente, há indicativos de que fique abaixo do ano passado. “Com o adiamento
do evento, perdemos um feriado, que sempre se reflete em muitas visitantes.
Mesmo assim, estamos com bons números, somente na abertura houve um aumento de
20% em comparação a 2017”, destacou a coordenadora geral da feira, Rosi
Cerrato.
O número de empregos
gerados e o aquecimento que feira proporciona para a economia regional foram
citados pelo prefeito da cidade sede do evento, Luís Eduardo Magalhães, Oziel
Oliveira. “Nossa cidade respira a Bahia Farm Show, os hotéis e restaurantes
ficam lotados, há uma movimentação muito importante com ganhos enormes. Mais de
3 mil empregos diretos e indiretos, foram gerados antes, durante e depois da
feira”.
Para o presidente da
Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba),
Celestino Zanella, a feira já é vitoriosa por alcançar resultados tão positivos
em um momento de crise nacional. Em 2019, o evento completa 15 anos.
COBRANÇA DE PASSIVO DO FUNRURAL É QUESTIONADA
A Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) reforçou, durante a Bahia Farm Show, que mantém o entendimento de que o passivo do Funrural é inconstitucional. A entidade de classe vem lutando nas esferas política e jurídica para derrubar a cobrança.
O Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) passou por mudanças com a aprovação da Lei 13.606/18 e de uma portaria que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano. Foi reduzida a contribuição do produtor pessoa física, de 2% para 1,2% da receita bruta. Para empresas rurais a taxa caiu de 2,5 para 1,7%. Mudas, sêmen para reprodução animal, sementes e produção rural voltada para o plantio e o reflorestamento estão fora da taxação.
Para a Aiba, os avanços, entretanto, não trouxeram tranquilidade ao campo. O imbróglio relacionado ao passivo da contribuição não foi resolvido e os proprietários têm sido pressionados a negociar uma dívida, considerada injusta, que pode levar cerca de 15 anos para ser finalizada.
“Deve-se considerar que, em sua maioria, o produtor rural deixou de pagar o imposto em virtude de estar amparado por liminares”, lembrou o presidente da Aiba, Celestino Zanella. A entidade diz que respeita, entretanto, a posição dos associados quanto à adesão.
A TARDE

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