
“Esta foi uma etapa
inicial. Depois do caso, já estávamos recebendo informações de vítimas em
Uruaçu, outros municípios goianos, e, inclusive, fora do estado. São pessoas
que venderam suas próprias casas, fazendas e pequenas propriedades rurais da
suas famílias, e entregaram tudo nas mãos dos pastores”, revelou.
A mulher do pastor
Osório chegou a ser detida, mas foi liberada após ser ouvida pela polícia.
Conforme a
corporação, o trio vai responder por associação criminosa, estelionato e
lavagem de dinheiro.
Ostentação
A investigação
apontou que os dois pastores ostentavam dinheiro e poder, em Goianésia. Segundo
o delegado, o pastor Osório morava em uma casa de luxo na cidade, e chegava a
alugar helicóptero para viajar da cidade para outras regiões. A Polícia Civil
identificou, por meio da quebra do sigilo bancário, que os religiosos
movimentaram R$ 20 milhões no banco.
“É uma quantia
vultuosa que ainda não conseguimos identificar onde foi parar. Mas eles tinham
uma conduta de muita ostentação na cidade. Um deles chegava a ter 5 seguranças
dentro de casa. Eles fundaram uma empresa fictícia com capital de R$ 1 bilhão.
Enfim, não só criaram uma situação de que tinham muito dinheiro, como mantinham
tudo isso com recursos dos fieis”, explicou.
Investigações
A Operação Habacuque,
cujo termo vem do nome de um texto bíblico que fala sobre pessoas que lucram às
custas do próximo, começou depois que alguns fiéis, preocupados por não terem
recebido o dinheiro no tempo prometido, resolveram procurar a delegacia.
Segundo o delegado,
os golpes foram aplicados entre os anos de 2015 e 2017, mas só no último ano os
fiéis começaram a procurar a delegacia. Ele acredita que agora, com a
repercussão da prisão dos dois, a polícia deve identificar mais vítimas.
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