Postos de vacinação serão ampliados a partir desta
sexta-feira (18)
Uma criança de um ano
morreu em decorrência de contaminação por H1N1 no último fim de semana. Ela
estava internada no Hospital Santo Antônio e foi a 11ª vítima do vírus na
capital baiana. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde
(SMS) nesta quinta-feira (17).
Até o momento, apenas
35,6 % das crianças de Salvador foram imunizadas contra o H1N1. O número é
considerado baixo pela Secretaria, mesmo porque duas crianças já morreram na
capital, vítima da influenza. Iniciada no dia 23 de abril, a campanha de
vacinação contra a gripe em Salvador já imunizou cerca de 322 mil indivíduos, o
que corresponde a 53% de cobertura.
Para ampliar a faixa
de imunizados, a partir desta sexta-feira 18), a SMS vai disponibilizar mais
locais de vacinação.O imunizante será disponibilizado nos locais onde estão os
principais grupos prioritários: crianças menores de 05 anos, gestantes,
puérperas, profissionais de saúde, idosos e pessoas privadas de liberdade.
Os agentes de saúde
irão em abrigos, creches, escolas, hospitais, maternidades e delegacias. Já
para atender aos idosos acamados, a SMS pede que um familiar faça o agendamento
na unidade de saúde mais próxima de casa. É necessário apresentar documento de
identificação, cartão SUS e comprovante de residência.
Resistência
"Estamos percebendo
uma certa resistência por parte da população em procurar os postos, apesar de
todo o empenho da pasta no sentido de conscientizá-los da importância da
vacinação. Temos pressa em proteger nossas crianças, idosos, gestantes e demais
grupos elegíveis, já que nesse ano são onze óbitos contabilizados por conta do
agravo”, pontuou Doiane Lemos, subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis de
Salvador.
A meta é vacinar até
o dia 1º de junho pelo menos 90% das 541.451 pessoas que compõem a população
alvo na capital, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. O antígeno está
disponível nas 126 salas de vacinação da capital, nos postos de saúde, que
funcionam de segunda a sexta-feira (exceto feriado), das 8h às 17h.
“É importante não
deixar para a última hora já que a vacina leva de 7 a 10 dias para fazer efeito
no organismo. Ainda temos dois meses chuvosos nesse primeiro semestre do ano
com temperaturas mais baixas, quando as pessoas permanecem mais tempo em locais
fechados propícios à circulação do vírus e consequentemente à contaminação da
doença”, finalizou Doiane Lemos.
Proliferação
Segundo a Secretaria
de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), até o dia 12 de maio 15 óbitos e 114 casos
de H1N1 haviam sido confirmados no estado. Após esta data, um caso da doença
foi registrado pela Prefeitura de Itaberaba. A paciente está internada em
estado grave em um hospital de Feira de Santana.
CORREIO

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