
Marcada para hoje
(4), a reunião do Grupo de Trabalho composto por técnicos dos ministérios da
Fazenda e de Minas e Energia (MME), além da Agência Nacional do Petróleo (ANP)
foi adiada e ainda não tem data uma nova data para ocorrer. A iniciativa foi
anunciada na sexta-feira (1º) pelo MME. Na ocasião o ministério informou, por
meio de nota oficial, que a reunião buscaria criar uma "política de
amortecimento dos preços dos combustíveis ao consumidor".
A suspensão da
reunião foi determinada pelo presidente Michel Temer, segundo apurou a Agência
Brasil. Temer considerou inoportuno e indelicado o governo discutir eventuais
mudanças nos prazos de reajustes de preços da gasolina e demais combustíveis,
no momento em que o novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, mal assumiu o
cargo.
O presidente Temer
orientou seus auxiliares a conduzir os estudos internamente e compartilhá-los
mais tarde com a Petrobras, antes de anunciar publicamente qualquer intenção ou
proposta. A ordem no Palácio no Planalto é que se consolidem primeiramente a
redução efetiva do preço do diesel nas bombas em todo o país e, em seguida, as
medidas legais para compensação do desconto de R$ 0,46 por litro, antes de se
iniciar o debate sobre a gasolina e gás.
Segundo o MME, a
iniciativa não tocaria na política de preços da Petrobrás. Uma das
possibilidades seria repassar as variações nos preços da gasolina mensalmente,
em vez de acompanhar diariamente as variações do mercado.
"Essa política
de proteção terá que preservar a atual prática de preços de mercado para o
produtor e importador, o que é tido pela atual administração como um ponto
fundamental para a atração de investimentos para o setor. Vai trazer
previsibilidade e segurança ao consumidor e ao investidor", sustentou o
MME na última sexta-feira.
Ainda segundo o
Ministério de Minas e Energia, seria formado um Grupo de Trabalho para ouvir
especialistas sobre o assunto a fim de “ajudar a construir uma solução que
permita, por um lado, a continuidade da prática de preços livres ao
produtor/importador e, por outro, o amortecimento dos preços ao consumidor.”
*Com
informações do repórter da Agência Brasil, Luciano Nascimento
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