
Foto: Diego
Vara/Agência RBS
O homem acusado de
tentar matar a companheira e de decepar as mãos dela durante uma discussão em
São Leopoldo, no Vale do Sinos, interior do Rio Grande do Sul, teve a pena
reduzida pela Justiça gaúcha, em julgamento de apelação no dia 31 de janeiro. O
crime aconteceu em agosto de 2015. Elton Jones Luz de Freitas chegou a ser
condenado a 17 anos e quatro meses de prisão em regime inicial fechado. Com a
nova decisão, a pena foi reduzida para 14 anos de reclusão em regime fechado,
com progressão para o semiaberto em dois anos. Ao G1, o Ministério Público
comunicou que analisa a possibilidade de recorrer da decisão. A defesa do homem justificou "ocorrência
de erro ou injustiça na aplicação da pena" e também pediu a anulação do
Júri, o que foi negado pelos desembargadores Rosaura Borba, Luíz Mello
Guimarães, e Victor Barcelos Lima. No seu voto, a relatora Rosaura destacou a
"compensação realizada na origem entre a agravante do recurso que
dificultou a defesa da vítima com a atenuante da confissão espontânea [do
réu]". Os outros desembargadores a acompanharam.
Relembre o caso
Conforme a denúncia
encaminhada pelo Ministério Público (MP), após discutir com Gisele e
inconformado com o fim da relação, o agressor a trancou no quarto e tentou
matá-la. Além das facadas no rosto, no couro cabeludo e nos membros inferiores,
o réu ainda lesionou os braços direito e esquerdo da ex-companheira, assim como
o pé direito, que tiveram que ser amputados. Ainda de acordo com o MP, durante
a tentativa de execução, o réu dizia: "Morra, sua desgraçada". O
crime foi considerado triplamente qualificado, por ter sido cometido por meio
cruel, ter tido o recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além do
emprego de violência doméstica e familiar. Ela precisou se fingir de morta para
sobreviver, e foi socorrida por vizinhos, que chamaram o Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência (Samu) assim que viram seu estado. Gisele foi encaminhada
para atendimento médico e cirúrgico de urgência no Hospital Centenário,
inclusive com internação na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), o que evitou
a morte.
G1
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