segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Tricolor baiano cria programa de ajuda financeira a ídolos


Diante das dezenas de casos de ex-jogadores que se tornaram ídolos de um clube em décadas passadas, mas não ganharam muito dinheiro no futebol e passam por problemas financeiros após se aposentarem, o Bahia iniciou programa de auxílio financeiro para os atletas que marcaram a história da equipe.

Segundo Humberto Netto, gerente de relações institucionais do clube, foram duas as razões que levaram o clube a iniciar este projeto. "A atual gestão do clube, do presidente Guilherme Bellintani tem um projeto de resgatar a história do clube, e essa é uma das ações. Outra fonte inspiradora foi a situação do ex-lateral-direito Maílson que tem esclerose lateral amiotrófica em estágio avançado e passa por dificuldades financeiras que o impediam de ser tratado. Ele é um dos contemplados no programa", disse.

Desde que Bellintani foi eleito, em dezembro de 2017, até o programa entrar em vigor, em agosto, o projeto passou pelo Conselho Deliberativo, onde foi aprovado por unanimidade. Cinco atletas foram contemplados e mais casos são analisados. Além de Mailson, Zanata, Jorge Campos, Alberto Leguelé e Naldinho recebem entre um e três salários mínimos.

"Gratificante" foi a palavra mais utilizada pelo ex-atacante Naldinho e pelo ex-volante Leguelé ao falarem da ação do comando do Bahia. "Viram que na época a gente não recebia um salário digno. Ajuda bastante. Os torcedores que me encontram dizem que é justo, e eu respondo que fico feliz porque melhora a situação", relata Leguelé, que recebe um salário mínimo.

Ele jogou no clube por nove anos, em várias passagens, e ganhou sete títulos baianos. "Fiquei sabendo pelas redes sociais e por outros atletas. É um reconhecimento espetacular", conta Naldinho, que recebe dois salários mínimos por ter diabetes e problema na coluna. Ele jogou no clube entre 1989 e 1996 e foi tricampeão estadual.

O ex-jogador precisa enviar um requerimento e o Conselho Deliberativo analisa o caso para que o ídolo receba o apoio. Segundo Humberto Netto, o dinheiro vem do orçamento do clube. A ajuda está garantida até o final do mandato de Bellintani em 2020, mas ele espera que projeto seja mantido pelos seus sucessores.

A TARDE

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