Quase três semanas.
Ao todo, 20 dias. Esse é o tempo que o torcedor Tricolor passou sem poder
apoiar o Bahia em jogos na Arena Fonte Nova, casa do clube desde 2013.
No período, o Esquadrão
conquistou, no Barradão, o título do Baianão, com um triunfo sobre o Vitória,
mas, na sequência, amargou duas derrotas seguidas longe de Salvador: 1 a 0 para
o Blooming, na Bolívia, pela Copa Sul-Americana, e 2 a 0 para o Internacional,
em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro.
O reencontro acontece
neste sábado, 21, às 16h, contra o Santos, na primeira partida do time na Arena
pelo Brasileirão. Na sequência da Série A, tem outro jogo em Salvador, no
próximo domingo, contra o Atlético-PR. E a equipe de Guto Ferreira precisa
contar com a força do mando de campo para apagar a má atuação ante o Inter.
Em 2018, o Tricolor
tem conseguido um ótimo aproveitamento jogando na Fonte Nova. Dos oito jogos no
estádio neste ano, são sete triunfos e apenas uma derrota, contra o
Botafogo-PB, pelo Nordestão. Um aproveitamento de 88%, apesar do fato de que,
até então, só jogou partidas pelo Campeonato Baiano e pelo Nordestão.
No ano passado,
quando retornou para a Série A, o Esquadrão terminou com um bom desempenho
jogando na Arena: em 27 partidas, foram 17 triunfos, quatro empates e seis
derrotas, com um aproveitamento de 68% dos pontos.
As melhores
temporadas como mandante após a reinauguração da Fonte Nova, na versão Arena,
foram nos anos que o Tricolor disputou a Segunda Divisão do Brasileiro.
Em 2016, ano em que
conseguiu o acesso, o Esquadrão obteve um aproveitamento na Arena de 77%, com
23 triunfos, três empates e cinco derrotas.
Em 2015, apesar de
não ter conseguido subir à Série A, o time conseguiu um resultado de 78% de
aproveitamento, com 23 vitórias, seis empates e apenas três derrotas.
Nos dois primeiros
anos atuando na Arena, parece que o Tricolor estava aprendendo a exercer sua
força no estádio. Em 2014, o aproveitamento foi de apenas 54%, com 14 triunfos,
sete empates e nove derrotas.
Já em 2013, primeiro
ano jogando na nova Arena, o resultado foi ainda pior: meros 47% de
aproveitamento, com nove vitórias, oito empates e oito derrotas.
Nos últimos três
anos, boa parte dessas performances positivas do Tricolor tiveram a mão do
técnico Guto Ferreira. Na série B de 2016, o técnico conseguiu impressionantes
nove triunfos consecutivos como mandante no comando do Bahia.
No ano seguinte,
antes de deixar o clube para assumir o Internacional, o treinador repetiu os
bons números jogando na Arena Fonte Nova, conquistando o título da Copa do
Nordeste e, no pequeno período que comandou o time na Série A do ano passado,
foi com Guto que o Bahia aplicou uma goleada de 6 a 2 no Atlético-PR, na
estreia pelo Brasileirão. A esperança do torcedor é que a parceria
Guto/Arena/Bahia continue rendendo bons resultados.
12 mil garantidos
Mesmo com a chuva em
Salvador, a Fonte Nova terá ao menos 12 mil pessoas, de acordo com a parcial de
ingressos garantidos divulgada nesta sexta-feira, 20, pelo Bahia.
O jogo terá sabor
especial para o garoto Marco Antônio, que teve seu contrato renovado até abril
de 2021. Para isso, o clube teve de pagar cerca de R$ 500 mil para o clube de
origem do meia-atacante, a Desportiva Paraense.
Na lista de
relacionados para o confronto com o Santos, a novidade é o zagueiro Lucas
Fonseca, totalmente recuperado de lesão muscular.
Desempenho na Arena
Fonte Nova
2013
47% de
aproveitamento:
9 triunfos
8 empates
8 derrotas
2014
54% de
aproveitamento:
14 triunfos
7 empates
9 derrotas
2015
78% de
aproveitamento:
23 triunfos
6 empates
3 derrotas
2016
77% de
aproveitamento:
23 triunfos
3 empates
5 derrotas
2017
68% de
aproveitamento:
17 triunfos
4 empates
6 derrotas
2018
88% de
aproveitamento:
7 triunfos
1 derrota
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