O Ministério do
Trabalho divulgou nesta sexta-feira, 20, que cinco pessoas foram encontradas em
condições degradantes de atividade laboral em uma fazenda situada no município
de Angical, localizado a 808 km de Salvador.
O flagrante aconteceu
durante fiscalização realizada na região entre o último dia 15 e nesta sexta. A
equipe de fiscais identificou os homens trabalhando no corte de madeira de eucalipto,
usado para abastecer fornos de frigoríficos e padarias da região oeste.
Conforme declarações
dos trabalhadores, para cada metro cúbico de madeira cortada eles recebiam
entre R$ 2 e R$ 10, somando um salário médio de R$ 230, após os descontos de valores
gastos com instrumentos de trabalho.
Os cinco homens
regatados na propriedade foram encaminhados para as residências no município de
Barreiras, e, conforme a auditora-fiscal Lidiane Barros, receberão três
parcelas do Seguro-Desemprego, além de direitos trabalhistas e indenizações de
até R$ 20 mil.
A equipe de fiscais
considerou as condições de alojamento precárias, sem água potável e escassez de
alimentos.
De acordo com o
auditor-fiscal Alison Carneiro, eles não possuíam qualquer tipo de equipamento
de proteção, embora trabalhassem com motosserras.
Ainda de acordo com o
Ministério do Trabalho, o representante da fazenda não compareceu à audiência
em que deveria assinar a carteira de trabalho e quitar os créditos
trabalhistas.
O Ministério Público
do Trabalho, diante desta situação, ingressou com uma ação civil pública, na
qual pediu indenização de R$ 700 mil e a desapropriação da terra.
Outras cidades
Entre 15 e 20 de
abril outros três empregadores foram fiscalizados nos municípios de Barreiras e
Correntina. No total, mais de 30 autos de infração foram preenchidos e
habitações irregulares foram interditadas.
A ATRDE

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