quinta-feira, 22 de março de 2018

Estados têm falta de água por causa de apagão Serviço ainda está sendo normalizado nesta quinta-feira (22). Apagão do dia anterior afetou 70 milhões de pessoas no país.


 apagão que deixou cerca de 70 milhões de pessoas sem energia nesta quarta-feira (22) também afetou o fornecimento de água em ao menos oito estados das regiões Nordeste e Norte. Nesta quinta-feira, o serviço ainda estava sendo normalizado em algumas cidades.

No Rio Grande do Norte, o apagão interrompeu o funcionamento de todos os sistemas de fornecimento de água da companhia de águas e esgotos do estado (Caern). Os sistemas de esgotamento tiveram o andamento assegurado por geradores. A abastecimento só deve voltar ao normal dentro de 48 horas.

No Ceará, moradores de bairros de Fortaleza e da Região Metropolitana da capital atendidos pelo sistema integrado da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) estão com problemas de falta de abastecimento ou baixa pressão da água que chega nas casas.

Torneira ficou sem água ainda durante o apagão em casa do Bairro Bonsucesso (Foto: Paloma Barbosa) Torneira ficou sem água ainda durante o apagão em casa do Bairro Bonsucesso (Foto: Paloma Barbosa)
Torneira ficou sem água ainda durante o apagão em casa do Bairro Bonsucesso (Foto: Paloma Barbosa)
Durante cerca de cinco horas, as estações que abastecem essas regiões ficaram sem funcionar por causa da falta de energia, o que compromete a distribuição da água e despressurização das redes nesta quinta-feira.

Em Alagoas, todos os sistemas de fornecimento estão paralisados. A água que ainda chega nas casas vem dos reservatórios e, por isso, a recomendação é de que a população economize água.

Na Bahia, o apagão afetou abastecimento em mais de 20 bairros de Salvador e parte da Região Metropolitana. Além da capital, tiveram o abastecimento de água afetado as cidades de Simões Filho, Camaçari, Dias D'Ávila, Madre de Deus, São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé. A previsão é de que o serviço seja normalizado em 72 horas.


No Piauí, o desabastecimento de água causado pelo apagão afetava ainda 20% dos bairros da capital no início da manhã desta quinta-feira, segundo a empresa Águas de Teresina. A concessionária afirmou em nota que o sistema deve operar, em sua capacidade plena, em até 24 horas.

No Maranhão, a BRK Ambiental disse que as cidades de São José de Ribamar e Paço do Lumiar tiveram o abastecimento de água comprometido por causa da falta de energia. Após a retomada da energia o prazo para restabelecimento do abastecimento é em até 72 horas, afirma a concessionária.

Na Paraíba, o abastecimento já foi retomado, mas a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) afirma que, como a demanda na capital paraibana é grande, pode haver intermitência do serviço ao longo do dia.

Em Sergipe, a companhia de saneamento afirma que o fornecimento de água foi parcialmente afetado na cidade de Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, nesta quinta. De acordo com a companhia o apagão atingiu a estação de tratamento que abastece parte da cidade e deixou cerca de 150 mil pessoas sem água. O serviço deve ficar normal até o fim da tarde.

No Tocantins, na Região Norte, as 47 cidades atendidas pela concessionária BRK Ambiental tiveram uma paralisação no sistema de abastecimento. A situação foi normalizada na maioria das cidades, mas Guaraí continua com problemas nesta quinta-feira. Segundo a empresa, o abastecimento segue paralisado por causa de uma bomba de captação de água que queimou.

Apagão
Municípios de ao menos 14 estados do Norte e do Nordeste do país ficaram sem energia por causa do apagão desta quarta-feira: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins.

O problema ocorreu às 15h48. Em nota, o Operador Nacional do Sistema (ONS) informou que as causas do desligamento estão sendo investigadas.


O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que o apagão ocorreu após uma falha em uma linha de transmissão ligada à usina de Belo Monte, no Pará, que não suportou um aumento de carga. Segundo o ministro, essa linha foi programada para operar em uma potência maior.

Em entrevista coletiva no início da noite desta quarta, o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata Ferreira, disse que a falha ocorreu em um disjuntor na subestação Xingu, no Pará.

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