terça-feira, 31 de julho de 2018

Demissão de professores provoca tumulto e agressões na Casa Pia

Uma nova manifestação de alunos da Casa Pia e do Colégio de Órfãos e São Joaquim terminou em tumulto na manhã desta terça-feira, 31, incluindo agressões físicas entre professores e funcionários. A polícia foi acionada e permanece no local para controlar a situação.

Segundo o maestro Fred Dantas, que coordena os cursos de música da escola, a confusão começou após a demissão de dois professores nesta segunda, 30, que gerou o protesto dos estudantes e de seus pais.

"Hoje, a escola interrompeu as atividades porque dois professores foram demitidos sumariamente. Uma pessoa da mesa diretora adentrou no refeitório pedindo a identificação de todos que estavam ali, mas uma professora disse que não ia se identificar. Ele pediu o nome da professora e disse que ela estava demitida naquele momento", enfatizou ele.
 
Dantas ressalta que, durante o protesto, alguns funcionários ligados ao provedor da instituição, Otávio Tourinho Dantas,  agrediram professores e pais de alunos. "Os funcionários, que são fiéis ao provedor, entraram em conflito e, agora, a escola está com policiais. Conversei com o diretor (José Carlos) Travessa, que confirmou que os alunos e os professores ainda estão ocupando o espaço hoje", explica o maestro.

Roubos

Após uma reunião no último dia 16, chegou-se a um acordo que firmava a retomada do funcionamento da instituição. Entretanto, o clima de instabilidade permaneceu entre os alunos. Fred Dantas diz que a promessa de que a situação iria se acalmar foi uma 'falácia', e denuncia que há registros de roubos dentro da instituição.

"Depois do acordo, ele (o provedor) não reativou as câmeras de segurança e, a partir daí, estão acontecendo roubos muito suspeitos na escola, como de aparelhos de ar condicionado, documentos fiscais, entre outros; ou seja, a escalada de desmontagem da escola continua acontecendo", enfatiza Dantas.

Inquérito

Por conta da situação da instituição, pais de alunos acionaram o Ministério Público da Bahia (MP-BA), que instaurou um inquérito no dia 18 de junho para investigar denúncias de irregularidades na escola. O inquérito está na fase de instrução, com a coleta de depoimentos de pais, professores e coordenadores.

"O caso está sendo examinado pelo Ministério Público, mas acredito que, até hoje, o órgão também acreditava que havia prevalecido um consenso. Mas está um verdadeiro inferno", diz Fred Dantas.

O Portal A TARDE tentou falar com o provedor da instituição, mas ninguém foi localizado no telefone da instituição para se pronunciar sobre o fato.

A T

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