A Prefeitura de
Salvador inaugurou nesta sexta-feira (5) a Escola Municipal Guerreira Zeferina,
durante a solenidade de inauguração da primeira etapa das obras de urbanização
da comunidade Guerreira Zeferina, em Periperi, no Subúrbio Ferroviário. A unidade
escolar tem 830m² e conta com dois pavimentos, que comportam pátio coberto, dez
salas de aula, três de descanso, diretoria, secretaria, sanitários, sanitário
PNE, solário, playgound, além de estruturas complementares, como cozinha,
despensa, espaço para freezers, lavanderia e área de serviço. Todo o prédio
leva em conta a acessibilidade.
Foram investidos R$
2,1 milhões na nova estrutura, que tem o mesmo padrão de qualidade das demais
unidades de ensino entregues na cidade. A capacidade é para 200 alunos. Na
primeira etapa, a unidade de ensino vai atender alunos dos grupos 2 e 3, o que
representa a atual demanda da comunidade. Na medida em que essa demanda for se
alterando, novas turmas serão abertas. A escola foi um dos pedidos da
comunidade à Prefeitura.
A escola faz parte do
projeto de transformação daquela comunidade, conhecida anteriormente por Cidade
de Plástico. As pessoas que viviam nessa localidade, antes das obras entregues
nesta sexta-feira em sua primeira etapa, dentro das comemorações pelo aniversário
de 469 anos de Salvador, moravam em barracos feitos de madeira, lona e
plástico, sem dignidade, sem esperança. Não havia rede de esgoto, energia
elétrica ou pavimentação. Quando chovia, a lama tomava conta dos moradias
precárias.
“Nunca mais essa área
da cidade será chamada assim, de Cidade de Plástico. Enfrentamos a desconfiança
de muitos que estão aqui hoje , mas chegamos com a preocupação de fazer um
trabalho integrado e completo na área social. E demos toda a assistência às
famílias antes, durante e continuaremos dando depois da entrega de toda essa
obra”, afirmou o prefeito ACM Neto, que comandou a solenidade de inauguração da
primeira etapa das obras ao lado do vice-prefeito Bruno Reis, secretários e
dirigentes municipais, parlamentares, lideranças e população.
O trabalho teve
envolvimento da Casa Civil, da Fundação Mario Leal Ferreira e de outras
secretarias e órgãos municipais. Foi elaborado um projeto de urbanização com
elevado alcance social que considerasse os desejos e anseios das mais de 250
famílias que residiam na então chamada Cidade de Plástico, uma das áreas mais
pobres da cidade. As famílias foram cadastradas e se iniciou um processo de
discussão amplo e democrático, com inúmeras reuniões entre as equipes do
Executivo municipal e os moradores.
Mudança – A antiga
Cidade de Plástico hoje se transforma de uma vez por todas na comunidade
Guerreira Zeferina, com um conjunto habitacional para 257 famílias, sendo 125
imóveis entregues agora na primeira etapa das intervenções. As famílias começam
a mudar em algumas semanas. O investimento total é de R$21 milhões, oriundos de
recursos próprios da Prefeitura, englobando uma área de 20 mil metros
quadrados, entre a via férrea e o mar. Na segunda etapa serão inaugurados os
132 apartamentos restantes divididos em outros cinco blocos, o centro
comunitário, quatro boxes comerciais distribuídos em dois quiosques, um parque
infantil, uma academia de saúde, um espaço de lazer e convivência e
estacionamento.
Estrutura e
capacitação – Os apartamentos estão distribuídos em 10 prédios, com 2 ou 3
quartos. O conjunto conta com infraestrutura completa e dispõe de 20 moradias
adaptadas para pessoas com deficiência. Enquanto as novas residências e
infraestrutura foram e estão sendo construídas (no caso da segunda etapa), com
obras a cargo Superintendência de Conversação e Obras Públicas (Sucop), órgão
ligado à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) os
moradores recebem auxílio-moradia da Prefeitura, através da Secretaria
Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps). Desde o início, a
comunidade é acompanhada pela equipe social da Prefeitura, com a realização de
atividades que fortaleçam a comunidade.
Esse trabalho social
consiste no acompanhamento diário, sobretudo das famílias com maior
vulnerabilidade social, e realização de cursos, oficinas, visitas e encontros
de preparação para a nova realidade, com perspectiva de inserção dos moradores
no mercado de trabalho, favorecendo, assim, o protagonismo da comunidade. Entre
os cursos e/ou oficinas realizados e que terão continuidade mesmo após seis
meses da entrega das chaves estão o de pedreiro, eletricista, produção de
vídeo, doces e salgados, cuidador (a) de idosos e até de liderança, voltado
para a convivência em condomínio.

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