sábado, 28 de abril de 2018

Policial do DHPP morto em confronto é sepultado no Cemitério Campo Santo Rogério Lima Ribeiro foi baleado por traficantes durante uma força-tarefa no bairro de Lobato; tiro atravessou a lateral do colete




Familiares, amigos e colegas de trabalho prestaram neste sábado as últimas homenagens ao policial civil Rogério Lima Ribeiro, 46 anos, morto na tarde de ontem (27) durante um confronto com bandidos no Lobato. O investigador foi sepultado no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, onde era grande a movimentação de viaturas da Policia Civil e de agentes fardados.

“Profissional experiente, querido, trabalhador, que amava o que fazia. Era um exemplo de policial. Só temos elogios. A polícia toda era amiga dele”, afirmou o delegado e coordenador da força-tarefa, Odair Carneiro.

Ainda de acordo com ele, ou autores do crime já foram identificados. “De imediato os policiais civis ocuparam a região junto com a polícia militar, dois seis envolvidos, dois foram a óbito e quatro foram identificados. São traficantes de droga que atuam na área”.

Rogério estava na polícia há oito anos. O investigador trabalhava na 3ª Delegacia de Homicídios (BTS), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele deixa a esposa e uma filha de 11 anos.  Na sexta-feira, o investigador saiu por volta de 14h para a diligência na qual acabou baleado, próximo às pedreiras na região da Santa Luzia do Lobato.  No confronto, um tiro atravessou a lateral do colete à prova de balas usado pelo policial, na parte desprotegida, e atingiu o seu tórax.


Chefe da força-tarefa, o delegado Odair Carneiro lamentou a morte do investigador: 'profissional experiente, querido, trabalhador que amava o que fazia'
(Foto: Marina Silva/ CORREIO)
“Infelizmente foi uma fatalidade. Tinha quatro equipes com quatro policiais cada, quando fomos surpreendidos com os disparos de arma de fogo. O tiro pegou no local onde não é coberto por nenhum tipo de colete”, acrescentou o delegado.
 
Colega de profissão, o investigador Hamilton Lins trabalhava diretamente com Rogério no DHPP. “Era um policial que tinha iniciativa e estava sempre a frente das operações. Companheiro, participante, interagia com toda equipe e por isso era muito querido. Não é por um acaso que o cemitério está lotado. Ele deixou esse legado de amizade”, lamentou. 

O secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Barbosa, também esteve presente na cerimônia de despedida do policial civil: “Lamentável perder a vida de um companheiro. Presto minha solidariedade. Morreu heroicamente, trabalhando, dando sua vida pela sociedade. É por isso que a gente luta e por isso é tão importante reconhecer o trabalho destes guerreiros”.

Sobre o caso

Rogério foi atingindo durante uma operação policial planejada há 15 dias e que tinha como objetivo prender integrantes da facção responsáveis por homicídios e assaltos. “O local quem domina é a BDM. Um dos líderes de lá é Coresta, que atua nas localidades de Pedreira e Bananeira”, disse o investigador Marcos Maurício, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc).

A facção age também nas localidades de Barriquinha (Capelinha), Ladeira do Cacau (São Caetano), Boa Vista de São Caetano e Santa Luzia do Lobato, onde Rogério foi baleado. A investida contra os traficantes contou com aproximadamente 40 policiais, entre civis e militares. A operação partiu de uma investigação de agentes da 29ª Delegacia (Lobato) com o auxílio da 4ª DP e com o apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e policiais das Rondas Especiais (Rondesp). 


CORREIO

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Homem morre após acidente com espada de fogo em Sapeaçu

  Um homem identificado como Tarcísio Torres, morador da cidade de Salvador, morreu após um acidente envolvendo uma espada durante a tradici...