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O prefeito ACM Neto
sancionou ontem a lei que cria o programa Pé na Escola, aprovada nesta semana
pela Câmara de Vereadores. Com objetivo de atender às demandas da Educação
Infantil, o programa vai ofertar, inicialmente, 10 mil vagas para crianças em
idade pré-escolar (4 e 5 anos), em parceria com instituições privadas de
ensino. O próximo passo para a
implementação do programa é o chamamento público das escolas que serão
parcerias da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed).
Entre as exigências, as escolas deverão ter autorização de funcionamento
expedida pelo Conselho Municipal de Educação (CME), idoneidade, regularidade
fiscal e ter sede no município.
"As crianças em
idade de pré-escola que não encontrarem vagas na rede pública de ensino terão,
com o Pé na Escola, a matrícula garantida em uma unidade particular de ensino.
A Prefeitura que vai pagar. Estamos, na prática, comprando vagas em escolas
particulares para assegurar que ninguém nessa faixa etária fique sem
estudar", afirmou ACM Neto. As instituições selecionadas deverão funcionar
em locais onde não há vagas ofertadas pela Prefeitura, seja através da rede
própria ou por meio de convênio. O número de vagas atendidas pelo Pé na Escola
será sempre definido antes do início de cada ano letivo. A prioridade será para
as famílias beneficiárias do programa municipal Primeiro Passo.
De acordo com o
secretário municipal da Educação, Bruno Barral, o Pé na Escola prevê um
investimento inicial de R$30 milhões, com recursos 100% municipais.
"Trata-se de uma iniciativa muito importante para nossas crianças e
familiares e vem atender a uma demanda da nossa cidade", disse,
ressaltando o trabalho que vem sendo feito desde 2013 no sentido de ampliar o
número de vagas da Educação Infantil. Outras ações – Em quase seis anos, a
Prefeitura reformou, reconstruiu ou construiu 266 creches e escolas da Educação
Infantil. Além disso, firmou convênio com 92 unidades para assegurar o ensino
gratuito e de qualidade para as crianças – em 2012, esse número era de apenas
30. Resultado: das 17 mil vagas existentes na Educação Infantil na capital
baiana em 2013, o número foi ampliado para 40 mil, todas ocupadas em 2018.
TRIBUNA DA BAHIA
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