O policial militar
Jailton Souza de Araújo, 50 anos, que morreu na noite deste domingo (9) depois
de ser esfaqueado na localidade conhecida como Alto da Sereia, no bairro do Rio
Vermelho, em Salvador, recebeu uma ligação, por por volta das 21h, momentos antes
do crime. Ele estava bebendo em frente a um bar, na Rua João Gonçalves
Tourinho, quando se afastou do grupo para atender o celular. O CORREIO esteve
no local e conversou com testemunhas e vizinhos do PM, que era lotado da 40ª
Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Nordeste de Amaralina).
(Foto: Nilson Marinho/CORREIO/Reprodução)
PM foi supreendido
por um desconhecido que lhe esfaqueou, acertando o pescoço, tórax, costas e
perna
De acordo com as
testemunhas, após receber o telefonema, o PM se afastou do grupo com quem
bebia, caminhado cerca de 30 metros até a Rua Aristeu - um beco transversal à
João Gonçalves Tourinho.
Na via, ainda de
acordo com testemunhas, o PM foi supreendido por um desconhecido que lhe
esfaqueou, acertando o pescoço, tórax, costas e perna.
De acordo com
informações do boletim de ocorrência registrado no Posto da Polícia Civil do
Hospital Geral do Estado (HGE), Jailton chegou na unidade saúde, às 21h53, sem
sinais vitais.
O grupo que estava
bebendo não percebeu de imediato que o PM havia sido esfaqueado. De acordo com
um morador, que prefere não revelar o nome, uma mulher que passava no momento
foi quem avistou Jailton sangrando no chão. Ela foi responsável por avisar ao
grupo que pediu apoio aos policias do Centro de Formação e Aperfeiçoamento da
PM, que fica a 100 metros do local.
Jailton, que morava
no Alto da Sereia, era visto constantemente na região, onde costumava beber. No
dia do crime, ele chegou à localidade no início da noite onde, segundo
moradores, participou de uma rinha de galo.
"A comunidade é
um lugar tranquilo, foi algo pontual, não acontece isso. Aqui moram muitos PMs
e sempre foi muito seguro",
acrescentou um morador.
Jailton era aluno a
sargento da Polícia Militar. Ele, segundo a PM, havia acabado de entrar no
curso para se tornar sargento. Antes, ele era cabo e estava na cooporação havia
27 anos. Em 2017 foram 20 policiais militares mortos. Já em 2018 foram 16,
incluindo Jailton.
O enterro do policial será 17h desta
segunda-feira (10), no Cemitério do Campo Santo.
*Com supervisão do
chefe de reportagem Jorge Gauthier
CORREIO 24 HORAS

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