
Foto: Abmael Silva
Familiares das
vítimas da explosão da fábrica de fogos de artifício, que ocorreu no município
de Santo Antônio de Jesus (a 192,7 km de Salvador), em 1998, foram à sede do
Ministério Público da Bahia (MP-BA) nesta terça-feira, 11, para pedir por
agilidade nos processos movidos contra os culpados. A tragédia, que completou
20 anos, matou 64 pessoas e deixou outras cinco gravemente feridas.
Segundo o MP, em
1999, oito pessoas foram denunciadas por homicídio doloso. Cinco deles chegaram
a ser condenados em sessão da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que aconteceu em
2010, mas recorreram da decisão e ingressaram com novo recurso no Supremo
Tribunal Federal (STF), que aguarda julgamento.
Outras duas ações
foram ajuizadas pelo órgão em 1998 e 1999, a fim de bloquear os bens dos réus e
promover a reparação de danos. Em 2013, a Justiça homologou um acordo de
indenização para os sobreviventes e os familiares dos falecidos. No entanto, o
acordo não foi cumprido e o MP solicitou a penhora dos bens de Osvaldo Prazeres
Bastos, dono da empresa. O leilão foi marcado para o último dia 27 de novembro,
mas foi considerado deserto.
Os parentes das
vítimas foram recebidos pelo chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de
Justiça, promotor de Justiça Marcelo Guedes, e pela promotora de Justiça
Cristina Seixas Graça. O MP informou que se solidariza com a familia das
vítimas e que solicitará a realização de um novo leilão.
A TARDE
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