
Um homem foi detido
depois de esfaquear um cachorro na Estação da Lapa, no Centro de Salvador, na
tarde de terça-feira (11). De acordo com o boletim registrado na Central de
Flagrantes, Joaquim Ferreira da Silva foi denunciado por testemunhas logo após
golpear o pescoço do animal, identificado como 'Rambo', por volta das 16h.
O agressor foi detido
em flagrante por uma guarnição do 18ª Batalhão da Polícia Militar (CIPM/Centro
Histórico). Duas facas que estavam com o acusado foram apreendidas pela equipe
da PM, sob comando do sargento Álvaro dos Reis Silva.
Rambo foi socorrido
ainda no local e depois encaminhado para a clínica Diagnovet, no bairro do Rio
Vermelho, onde passou por procedimentos cirúrgicos e passa bem. "Ele
precisou ser suturado, porque a facada abriu o lugar", explicou o
veterinário Fernando Oliveira ao BNews. Na unidade veterinária o animal ainda
passará por castração e tratamento contra carrapatos.
Arma branca utilizada
pelo ambulante foi apreendida pela PM
De acordo com
testemunhas, Joaquim trabalha na região do Centro como vendedor ambulante e
teria praticado a agressão após o cachorro pegar um dos produtos para brincar.
"Ele vende uns brinquedinhos e joga no chão, quando algum cachorro vai
brincar ele 'pau'", relatou o veterinário, com base nos relatos. Ainda
segundo relatado, Rambo é o quarto cão agredido pelo ambulante. Um dos animais
não resistiu e morreu
LIBERADO - Procurada,
a assessoria da Polícia Civil informou que Joaquim Ferreira da Silva foi ouvido
na Central de Flagrantes e assinou um Termo Circunstânciado de Ocorrência (TCO)
- devido a infração ser considerada de menor potencial ofensivo. O ambulante
foi liberado, porém, o procedimento será encaminhado para a Justiça e o acusado
deverá ser convocado futuramente para audiência.
PROJETO - Quase que
simultâneo ao caso, a Câmara dos Deputados aprovou, na tarde de ontem, o
projeto de lei que aumenta a punição para casos de maus-tratos contra animais.
A matéria, que prevê acréscimo de um sexto a um terço para a pena, segue para o
Senado. A legislação atual considera esta modalidade de crime como de menor
potencial ofensivo, com pena de três meses a um ano, podendo ser revertida em
trabalhos sociais.
FONTE E FOTOS: BOCÃO NEWS

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