terça-feira, 28 de novembro de 2017

Distúrbios da tireoide: sintomas, tratamentos e causas.

Distúrbios da tireoide são condições que afetam a tireoide, uma glândula em forma de borboleta localizada na parte inferior do pescoço. A tireoide tem um papel importante na regulação de numerosos processos metabólicos de todo o corpo. Diferentes tipos de distúrbios podem afetar a estrutura ou a função da tireoide. Uma área fina de tecido em meio da glândula, conhecido como o istmo, une os dois lóbulos da tiroide em cada lado. A tireoide utiliza o iodo para produzir os hormônios vitais, sendo que os principais são a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Esses hormônios são responsáveis pelo nosso metabolismo basal, ou seja, é ele que estimula as células a trabalharem e garante que tudo funcione corretamente no corpo.
Dra. Myrna Perez Campagnoli 
ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA - CRM 22616/PR
ESPECIALISTA MINHA VIDA

A função da glândula tireoide é regulada por um mecanismo de auto controle que envolve o cérebro. Quando os níveis de hormônios da tiroide estão baixos, o hipotálamo no cérebro produz um hormônio conhecido como liberador de tirotropina (TRH), que faz com que a glândula pituitária (localizado na base do cérebro) libere o hormônio estimulador da tireoide (TSH). Os distúrbios da tireoide ocorrem quando essa glândula pára de funcionar corretamente, podendo produzir mais ou menos hormônios do que o normal. Uma vez que a glândula tireoide é controlada pela glândula pituitária no e pelo hipotálamo, distúrbios de estes nestes tecidos também podem afetar a função da tireoide.

Existem quatro tipos principais de doença da tireoide:

Hipertireoidismo (excesso de hormônio da tireoide)
Hipotireoidismo (redução de hormônio da tireoide)
Nódulos e Bócio benignos da tireoide (não cancerígena)
Câncer da tireoide.
Alguns distúrbios da tireoide comuns são:

Bócio
Bócio congênito
Bócio nodular tóxico
Câncer da tireoide
Carcinoma anaplasico da tireoide
Carcinoma da tireoide medular
Carcinoma papilar da tireoide
Hipertireoidismo
Hipotireoidismo
Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
Tireoidite silenciosa (sem dor)
Tireoide subaguda
Tireoidite crônica ou autoimune (doença de Hashimoto). Sintomas de Distúrbios da tireoide
Os sintomas de hipertireoidismo, em que o corpo produz muitos hormônios da tireoide, podem incluir:

Perda de peso
Aumento do apetite
Aumento da frequência cardíaca, palpitações cardíacas, aumento da pressão arterial, nervosismo e transpiração excessiva
Evacuações mais frequentes, às vezes com diarreia
Fraqueza muscular, mãos trêmulas
Desenvolvimento de bócio (aumento do volume do pescoço - “papo”)
Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade.
Os sintomas de hipotireoidismo, em que o corpo não produz menor quantidade de hormônios tireoidianos, podem incluir:

Letargia, processos mentais mais lentos ou depressão
Frequência cardíaca reduzida
Aumento da sensibilidade ao frio
Formigamento ou dormência nas mãos
Desenvolvimento de bócio
Prisão de ventre
Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade
Pele e cabelo secos
Unhas quebradiças.
Tireoidite subaguda:

Leve dor na glândula tireoide
Tireoide sensível ao toque
Dor ou desconforto ao engolir ou virar a cabeça
Apresentar esses sintomas pouco depois de uma infecção viral, tais como da gripe ou sarampo.
Nódulos Benignos ou malignos (câncer de Tireoide):

Presença de deformidades na região cervical, especialmente na região da tireoide
Alteração da mobilidade da glândula à deglutição
Sinais e sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo de inicio abrupto
Por isso a necessidade do autoexame de forma regular.
Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, é importante acrescentar aos exames de rotina a dosagem dos hormônios tireoidianos e TSH.
Exames
Além da história médica completa e exame físico, exames especializados são usados para diagnosticar distúrbios da tireoide. Veja:

Exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e TSH
Exames de imagem para investigar o tamanho e a presença de nódulos na tireoide
Biópsia e Punção aspirativa por agulha fina
Cintilografia de Tireoide; Tratamento de Distúrbios da tireoide

O tratamento da doença de tireoide depende do tipo de disfunção. Pode incluir apenas acompanhamento clínico, bem como o uso de medicamentos de forma contínua, iodoterapia ou cirurgia.

Pesquisa descarta surto de zika na Bahia nos próximos anos,

Um possível surto do vírus zika na Bahia foi descartado por uma pesquisa realizada pelo Laboratório de Pesquisa em Infectologia (Lapi) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no último dia 14 de novembro.(Somente em Salvador, 65% da população foi infectada em 2015, 2016 e parte de 2017)

Segundo os dados, embora infestação do vírus tenha sido grande em 2015 e 2016, grande parte da população adquiriu imunidade contra a doença.

O mapa do vírus mostrou que, somente em Salvador, 65% da população foi infectada nos dois anos citados e parte de 2017.

O QUE E IMPRENSA ? E QUAL A SUA FUNÇÃO ? CONFIRA

Imprensa é a designação coletiva dos veículos de comunicação que exercem o Jornalismo e outras funções de comunicação informativa - em contraste com a comunicação puramente propagandística ou de entretenimento.
O termo imprensa deriva da prensa móvel, processo gráfico aperfeiçoado por Johannes Gutenberg no século XV e que, a partir do século XVIII, foi usado para imprimir jornais, então os únicos veículos jornalísticos existentes. De meados do século XX em diante, os jornais passaram a ser também radiodifundidos e teledifundidos (radiojornal e telejornal) e, com o advento da World Wide Web, vieram também os jornais online, ou ciberjornais, ou webjornais. O termo "imprensa", contudo, foi mantido. História da imprensa[editar | editar código-fonte]
Já foi dito que, se o termo "Jornalismo" é relativamente moderno, a sua história é muito antiga e se confunde, inevitavelmente, com a da imprensa, desde quando Johannes Guttenberg aperfeiçoou a técnica de reprodução de textos por meio do uso dos tipos móveis. A invenção da imprensa é considerada uma das primeiras revoluções tecnológicas que tiveram lugar no mundo moderno.
Primórdios[editar | editar código-fonte]
Desde séculos passados, publicações tinham sido criadas e distribuídas regularmente pelos governos. As primeiras reproduções da escrita foram, sem dúvida, obtidas sob um suporte de (cera) ou de (argila) com os selos cilíndricos e cunhas, encontrados nas mais antigas cidades da Suméria e da Mesopotâmia do século XVII a. C.
A primeira publicação regular de que se tem notícia foi a Acta Diurna, que o imperador Augusto mandava colocar no Fórum Romano no século I de nossa era. Esta publicação, gravada em tábuas de pedra, havia sido fundada em 59 a.C. por ordem de Júlio César, trazendo a listagem de eventos ordenados pelo Ditador (conceito romano do termo). Na Roma Antiga e no Império Romano, a Acta Diurna era afixada nos espaços públicos, e trazia fatos diversos, notícias militares, obituários, crônicas esportivas, entre outros assuntos.
O primeiro jornal em papel, Notícias Diversas, foi publicado como um panfleto manuscrito a partir de 713 d.C., em Kaiyuan, em Pequim, na China. Kaiyuan era o nome dado ao ano em que o jornal foi publicado. Em 1041, também na China, foi inventado o tipo móvel. O alfabeto chinês, entretanto, por ser ideográfico e não fonético, utiliza um número de caracteres muito maior que o alfabeto latino europeu. No ano de 1908, os chineses comemoraram o milenário do jornal Ta King Pao (Gazeta de Pequim), apesar de a informação não ter comprovação absoluta. Em 1440, Johannes Guttenberg desenvolve a tecnologia da prensa móvel, utilizando os tipos móveis: caracteres avulsos gravados em blocos de madeira ou chumbo, que eram rearrumados numa tábua para formar palavras e frases do texto.

Na Baixa Idade Média, as folhas escritas com notícias comerciais e econômicas eram muito comuns nas ruidosas ruas das cidades burguesas. Em Veneza, as folhas eram vendidas pelo preço de uma gazeta, moeda local, de onde surgiu o nome de muitos jornais publicados na Idade Moderna e na Idade Contemporânea.

Argentina diz que submarino não sofreu ataque externo


Segundo a Marinha, não há indícios de que a embarcação tenha sido atacada por força naval de outro país. Porta-voz fala pela primeira vez em princípio de incêndio ocorrido em 15 de novembro, dia do desaparecimento.A Marinha da Argentina negou nesta segunda-feira (27/11) os relatos de que o submarino ARA San Juan, desaparecido há 12 dias, teria sido atacado por uma embarcação da força naval de outro país. "Não há indícios de um ataque externo", afirmou o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.No entanto, o funcioário confirmou que "pode ter havido, sim, um incêndio ou um arco elétrico [descarga similar a uma chama ou fagulha instantânea]" dentro do submarino, o que poderia ter causado uma implosão.

Em entrevista coletiva na sede da força armada em Buenos Aires, Balbi desmentiu uma série de suposições que têm sido levantadas nas redes sociais desde que a Marinha confirmou, na semana passada, que um som anormal detectado na data e próximo ao local do desaparecimento do submarino é consistente com uma explosão.

Nesta segunda-feira, Balbi revelou que o comandante do ARA San Juan relatou, no último dia de contato, 15 de novembro, que houve um princípio de incêndio que afetou o sistema de baterias da proa da embarcação.Segundo explicou o porta-voz da Marinha, o submarino relatou "ingresso de água pelo snorkel porque estava carregando baterias". "A entrada de água pelo snorkel e pelo sistema de ventilação foi [em direção] a uma bandeja de baterias de proa, provocando um curto-circuito e princípio de incêndio, o que para nós é fumaça sem fogo."

O problema pôde ser corrigido, de acordo com o relato do comandante. A bateria teria sido "eletricamente isolada", e o submarino seguiu seu trajeto até a base em Mar del Plata, impulsionado pelo "circuito de popa", explicou Balbi.que a embarcação tenha explodido por armamento, uma vez que "não levava mísseis". Também não se registrou a presença de minas na zona de buscas. Segundo Balbi, "nessa profundidade, uma mina apoiada no fundo [do mar] não poderia chegar a produzir uma detonação".

Suspeitas de irregularidades

Diante da suspeita de que poderia ter havido irregularidades em licitações e contratos, o Gabinete Anticorrupção iniciou uma investigação administrativa dos últimos reparos feitos no submarino, entre 2008 e 2014, que tiveram intenção de prolongar seu tempo de serviço.

Balbi afirmou que o "estado operacional" do submarino, que começou a navegar em 1985, foi devidamente documentado, adicionando que os documentos serão entregues à Justiça argentina assim que as buscas pelo submarino forem concluídas.

As suspeitas sobre o estado do submarino foram levantadas pelo diário argentino La Nación, que relatou irregularidades na compra de uma bateria quando o submarino foi consertado.

O jornal citou um relatório de 2015/16 do Ministério argentino da Defesa, dizendo que a Marinha não tinha cumprido as normas e padrões operacionais no procedimento de conserto e na compra das baterias para favorecer algumas empresas.

Fontes do governo disseram à publicação que o governo estava investigando "todos os processos no interior da Marinha", mas que a prioridade é encontrar o submarino.

Buscas intensas

A intensa busca pelo submarino ARA San Juan, com 44 tripulantes, não teve resultados ainda, 12 dias depois de seu desaparecimento no Atlântico Sul. A embarcação fez o último contato com sua base no dia 15 de novembro.

As expectativas agora se concentram na chegada à zona de operações de um mini-submarino americano e de um veículo submergível russo que pode descer até mil metros de profundidade no mar.

Enquanto isso, barcos e aviões continuam a rastrear, com sondas multiuso, a área onde se detectou uma explosão em 15 de novembro, poucas horas depois da última comunicação do submarino com a base e próximo à sua última posição conhecida.

Veículos aéreos, navais e logísticos argentinos e de outros 13 países participam das buscas, entre eles Estados Unidos, Rússia e Reino Unido. A Marinha destacou que está sendo realizada uma varredura do fundo do mar em uma área com um raio de 36 quilômetros, coincidente com a região onde se detectou a explosão.

Ao todo, 14 embarcações refazem a possível trajetória do submarino. Seis delas estão realizando uma "varredura lenta" da zona no interior do raio cujo centro é o local do registro da explosão.

O ARA San Juan navegava de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, rumo ao seu posto na base naval de Mar del Plata, 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires, com 44 tripulantes.

A Marinha não descarta a possibilidade de sobrevivência em "situação extrema". No entanto, o possível esgotamento do oxigênio dentro do submarino é um fator crítico nas buscas, uma vez que as reservas disponíveis na nave - sem ter subido à superfície desde o sumiço do submarino - poderiam ser suficientes para sete dias em média, dependendo da situação.((MUNDO)) 

Suspeito de dois homicídios é preso pela PM em Simões Filho

 Um jovem de 21 anos foi preso pela polícia no final da manhã desta terça-feira (28/11) em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador (RMS). Michel de Oliveira é apontado pela polícia como suspeito de cometer dois homicídios.

O rapaz foi capturado por policiais da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em cumprimento a um mandado de prisão em aberto. De acordo com a Assessoria de Comunicação da companhia, ele é acusado de assassinar duas pessoas na cidade de Campo Formoso.

Ainda conforme a PM, Michel foi capturado após denúncia anônima informando que ele estaria escondido em uma residência na Avenida Elmo Cerejo, local onde ele foi detido. O jovem foi apresentado na 22ª Delegacia Territorial (DT) de Simões Filho, e está à disposição da Justiça.((ARATUONLINE)) 

São Felipe ganha nova ambulância para melhorar e modernizar o atendimento da saúde no município.

A Prefeitura de São Felipe, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem trabalhando para melhorar e modernizar o atendimento da saúde do cidadão sanfelipense.
A nova conquista é uma ambulância para integrar a frota municipal. “Esta é mais uma alternativa gratificante que nossa administração terá para proporcionar mais qualidade de vida ao nosso povo”, disse o Prefeito Rozálio Souza da Hora.
A ambulância possui equipamentos necessários para a condução adequada no transporte de pacientes que precisam de suporte especial para outros centros.
De acordo com a Secretária de Saúde, Deise Barbosa, a ambulância chegou em boa hora. “Com este novo veículo queremos agilizar ainda mais o atendimento dos pacientes”.
A ambulância foi doada pelo governo do Estado, por indicação  do Dep. Estadual Ângelo Coronel, a pedido do Prefeito  Rozálio.
Esse é o objetivo da gestão, buscar benefícios para nosso município.


((Fonte: ASCOM))

Tragédia com avião da Chapecoense completa um ano

Faltavam dois minutos para as 22h (horário local) do dia 28 de novembro de 2016 (23h58 no horário da Bahia e 0h58 do dia 29 no horário de verão de Brasília) quando o voo 2933 da empresa boliviana LaMia caiu no morro El Gordo, a 35 quilômetros do aeroporto de Medellín, na Colômbia. A bordo, estavam 77 passageiros de um voo charter contratado pela Chapecoense. A equipe do interior de Santa Catarina acabava de realizar uma façanha: ia disputar a final da Copa Sul Americana contra o Atlético Nacional, de Medellín. O jogo de ida seria disputado no dia seguinte.
A alegria dos jogadores, da comissão técnica e dos jornalistas a bordo deu lugar ao horror. Na escuridão da noite o avião bateu de barriga no alto do morro, capotou e se despedaçou encosta abaixo, deixando um rastro de destruição e 71 mortos.
Quando as equipes dos bombeiros voluntários da cidade de La Unión conseguiram chegar ao local quase uma hora depois, apenas seis pessoas ainda estavam vivas. Três eram jogadores do time: o goleiro Jakson Follmann, o zagueiro Neto e o lateral Alan Ruschel. Dos 20 jornalistas, apenas o locutor da Rádio Oeste de Chapecó, Rafael Henzel, estava vivo. Os outros dois sobreviventes eram tripulantes: a comissária de bordo Ximena Suárez e o técnico de voo Erwin Tumiri.

Tragédia deixou mortos e feridos na Colômbia
(Foto: AFP)
Um piloto perdido
Minutos antes da queda, o piloto Miguel Quiroga avisou a torre de controle do aeroporto de Rionegro que estava com problemas elétricos e pediu as coordenadas para um pouso de emergência. O avião estava a menos de cinco minutos da cabeceira da pista, mas no dramático diálogo com a torre ficou gravada a desorientação de Quiroga. Ele parecia não saber ao certo sua posição e não entendia as instruções da controladora Yaneth Molina que, por sua vez, não conseguia ver a aeronave no radar. Quando finalmente Quiroga admitiu que estava sem combustível, a torre perdeu o contato.
Avisada por moradores que ouviram o barulho da queda, a Polícia Nacional da Colômbia acionou o modesto grupamento de bombeiros voluntários de La Unión, que conseguiu chegar ao Cerro El Gordo e iniciou a busca por sobreviventes.
Um plano de voo errado
Enquanto as equipes de resgate vasculhavam os destroços em busca de sobreviventes, as autoridades aeronáuticas no Brasil, na Colômbia e na Bolívia começavam a procurar respostas para as circunstâncias do acidente. E as primeiras informações vindas da Bolívia, de onde o voo 2933 havia decolado, eram desconcertantes.
O avião tinha saído do aeroporto de Santa Cruz de la Sierra com um plano de voo que, segundo a funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo, "estava errado". Os valores do tempo de voo até Medellín – 4 horas e 22 minutos - eram exatamente os mesmos valores da autonomia de combustível. Isso não dava a margem de segurança necessária para uma situação inesperada. Celia assegura que avisou o problema ao despachante da LaMia, que morreu no acidente.
No depoimento, ela disse que ele ignorou o aviso e o avião decolou. Celia, que pediu abrigo ao governo brasileiro, ainda se defende da acusação de homicídio culposo na Justiça boliviana. E se justifica: “Minha função era apenas checar o preenchimento do plano de voo e avisar sobre alguma irregularidade, mas eu não tinha autoridade para impedir a decolagem”.
Para os investigadores do acidente, o avião não poderia jamais ter levantado voo. E isso deixava uma nova pergunta sem resposta: por que o piloto havia decidido voar diretamente para Medellin, no limite de segurança do combustível, se podia ter feito uma escala para abastecimento?
E uma companhia aérea suspeita
O Avro RJ85 é um avião equipado com quatro motores que lhe dão uma autonomia de voo de até 3 mil quilômetros, segundo dados da fabricante British Aerospace. Pode transportar com segurança até 112 passageiros e nove tripulantes. O aparelho tinha sido fabricado em 1999 e comprado por uma empresa americana que o vendeu em 2007 para a City Jet, uma companhia irlandesa de linhas regionais.
Em 2013 o avião foi vendido para a LaMia (Línea Aérea Merideña Internacional de Aviación), uma empresa regional fundada em 2010 na Venezuela pelo empresário Ricardo Albacete Vidal. Antes de ingressar no ramo da aviação civil, Albacete teve empresas nos setores metalúrgico e petrolífero e sempre esteve envolvido na politica, chegando a ser senador. Ele convidou o lobista chinês Sam Pa para se associar à LaMia, mas não foi um bom negócio: em 2011 Sam Pa foi preso na China e Albacete dissolveu a empresa.
A LaMia ressurgiu em 2013, com o nome de Línea Aerea Margarita, mas usando o mesmo logotipo e com foco em voos internacionais. Sua estratégia para conquistar o mercado foi agressiva, oferecendo preços até 40% mais baratos do que a concorrência. Assim, a nova empresa acabou atraindo uma clientela muito lucrativa: os times de futebol que viajavam pelo continente durante os campeonatos. Informalmente, a LaMia passou a ser a transportadora preferida da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
Quando o voo 2933 caiu na Colômbia, Albacete negou que o avião fosse da sua LaMia, que teria arrendado seus aviões para a LaMia boliviana. O que ele não mencionou foi que a LaMia boliviana tinha sido criada por ele mesmo, em sociedade com o piloto Miguel Quiroga, que comandava o fatídico voo.

Jogadores e membros da comissão técnica da Chapecoense morreram no acidente aéreo
(Foto: AFP)
Os jogadores que sobreviveram
O goleiro Jakson Follmann, primeiro sobrevivente a ser resgatado dos escombros, não se lembra exatamente o que aconteceu. Tudo que ele recorda é que estava sentado perto dos três companheiros que sobreviveram com ele, o zagueiro Neto, o lateral Alan e o jornalista Rafael Henzel e todos estavam conversando animadamente. Então as luzes da cabine se apagaram e ele desmaiou.
Follman costuma dizer, em entrevistas, que se deu conta de que o avião tinha caído quando voltou a si na escuridão total, no meio dos destroços. E pensou: “O avião caiu. Todo mundo se salvou. Estão todos vivos”. Ao ver os focos das lanternas dos bombeiros no meio da mata, Follman reuniu forças para gritar por socorro. Levado de helicóptero ao hospital, ele teve parte da perna direita amputada. Em longas cirurgias, os médicos conseguiram reconstruir o calcanhar do pé esquerdo e uma vértebra cervical que, por sorte, não atingiu a medula.
O lateral Alan Ruschel também estava muito ferido e foi levado ao hospital de caminhonete, por dois moradores de La Unión. Embora estivesse consciente o tempo todo, Alan tinha um problema grave: uma fratura na coluna que poderia deixá-lo tetraplégico. Mas, nas horas seguintes, os médicos do Hospital San Vicente descartaram o risco.
O zagueiro Neto ficou sete horas nos escombros e foi o último a ser resgatado. Os socorristas já tinham desistido de encontrar mais sobreviventes quando um deles ouviu gemidos e voltou para localizar o chamado. No entanto, seu estado era tão crítico que os médicos chegaram a prevenir seus familiares de que não alimentassem muitas esperanças.
Um time que ressuscitou
Quando a notícia chegou a Chapecó, já na madrugada do dia 29, os 200 mil habitantes foram despertados pelos relatos da tragédia e a cidade mergulhou na dor e no luto. Do sonho de uma conquista esportiva para o pesadelo inimaginável: os chapecoenses tinham perdido seus jogadores, seus dirigentes e jornalistas que relatariam a vitória tão esperada. E só havia um lugar onde eles queriam estar: a Arena Condá, o estádio do clube.
Na noite de quarta-feira, quando o time deveria estar jogando na Colômbia, os torcedores lotaram as arquibancadas para chorar, cantar o hino do clube e gritar a saudação que tinham guardada no peito: “É campeão!”. Simultaneamente, em Medellín, colombianos lotaram o estádio Atanasio Girardot, onde o jogo contra a Chapecoense deveria ocorrer, para homenagear o time brasileiro.
O luto de Chapecó se espalhou pelo Brasil e o mundo. Nas redes sociais, torcedores de equipes adversárias começaram a pintar de verde os distintivos de seus próprios times e a frase: “Somos Chape”. Era o início da reação para reconstruir o sonho e o time.
Virada
A Chapecoense já não tinha mais um time titular para entrar em campo, uma vez que quase todos os jogadores morreram no acidente. Nem uma comissão técnica, nem mesmo o presidente do clube, que morreu no acidente. Mas ali, na Arena Condá, estavam os jogadores que não tinham viajado para a Colômbia. Neles, a torcida enxergava a esperança de um recomeço para formar o novo time para a temporada de 2017.
O troféu de campeão da Copa Sul-Americana, entregue à Chapecoense pela Conmebol depois que o Atlético Nacional decidiu abrir mão da disputa, não era apenas simbólico. O prêmio pelo título foi de US$ 2 milhões e a vaga na Recopa rendeu mais US$ 1 milhão. Por ser campeã da Sul-Americana, a Chape garantiu também vaga na Libertadores e mais US$ 1,8 milhão pelos três jogos como mandante.
Com as finanças reforçadas, o clube reconstruiu o time e conquistou o título catarinense de 2017. E mesmo depois de ter tropeçado no primeiro turno da Série A, a Chape conseguiu escapar do rebaixamento e está disputando vaga na Libertadores novamente. É o nono colocado, a uma rodada do fim do Brasileirão.
Uma das maiores emoções vividas pelo time e sua torcida depois da tragédia foi em agosto deste ano, quando a equipe pisou no gramado do Camp Nou, em Barcelona, para um amistoso contra o time da casa, recebendo a homenagem de um estádio lotado. As imagens dos jogadores mortos foram projetadas no telão e o ex-goleiro Follmann, agora embaixador da Chape, e o zagueiro Neto deram o pontapé inicial da partida.

Entre os jogadores escalados para enfrentar o Barcelona, estava Alan Ruschel, que os médicos colombianos temiam que não voltasse a andar. Ele saiu de campo após 35 minutos de jogo, com a camisa assinada por Messi e a homenagem da torcida. Em Chapecó, o grito da torcida voltou a ecoar: “O campeão voltou!”.

Acidente com ônibus deixa sete mortos e 13 feridos na Chapada Diamantina.

Um grave acidente envolvendo um ônibus deixou sete pessoas mortas e outras 13 feridas na noite da última sexta-feira (25), na BR-122, nas pr...