Marcelo Nilo e é alvo de investigação da polícia federal
Uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Eleitoral (MPE), deflagrada na manhã desta quarta-feira (13), em Salvador, tem como alvo o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia e que está no sétimo mandato como parlamentar. A operação investiga se ele prestou informações falsas à Justiça Eleitoral.
A PF cumpre mandados expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em sete locais relacionados a Marcelo Nilo na capital baiana. Os alvos da Operação Opinião são os endereços residenciais e profissionais do político; de genro dele, Marcelo Dantas Veiga; do sócio da empresa Bahia Pesquisa e Estatística - Babesp, Roberto Pereira Matos; e a sede da empresa Leiaute Comunicação. Segundo o MPE, há indícios de que o deputado Marcelo Nilo seria o controlador da Babesp e que utilizaria a empresa para contabilização fraudulenta de recursos utilizados de maneira ilegal em campanhas políticas, conhecido "caixa 2". Além disso, há suspeita de possível manipulação do resultado das pesquisas eleitorais divulgadas pela Bapesb. A operação desta quarta-feira visa apreender documentos, papéis, registros e dados arquivados em equipamentos de informática que possam contribuir com as investigações. Entre os endereços visitados pela Polícia Federal, estão a casa do deputado, num condomínio de luxo no Horto Florestal, e o gabinete dele na Assembleia Legislativa. A assessoria de Marcelo Nilo informou ao G1 que ele acompanhou a operação durante toda a manhã, nos dois locais. O deputado ainda não se manifestou sobre as investigações, mas ainda conforme a assessoria, deve se pronunciar durante a tarde, na Assembleia. Na Assembleia, os agentes da Polícia Federal chegaram por volta das 6h. Só por volta das 9h45, o acesso à Casa foi liberado para imprensa, mas os seguranças continuaram na porta do gabinete de Marcelo Nilo. Seis policiais federais e assessores do deputado foram vistos no local. Um vídeo mostra que documentos foram retirados do gabinete pelos policiais e colocados em malotes. Às 10h18, os policiais federais saíram da Assembleia, depois de mais de quatro horas no local.fonte G1
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