domingo, 2 de setembro de 2018

Pesquisa aponta falhas no atendimento às mulheres vítimas de violência




O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou essa semana os resultados preliminares de uma pesquisa sobre a qualidade do atendimento do Judiciário às mulheres vítimas de violência. O trabalho foi feito a pedido e em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e mostra a existência de problemas na resolução dos casos de violência de gênero, entre eles, a falta de juízes em audiências judiciais de violência doméstica e insuficiência do atendimento psicossocial às vítimas.

A pesquisa aponta também que as vítimas não entendem ou não recebem esclarecimentos sobre o caso e, às vezes, ainda são culpabilizadas durante o processo, com a obrigação de pagar multas pelo não comparecimento às audiências, por exemplo. Há também informações de que as mulheres não são tratadas de forma humanizada. As informações que baseiam o levantamento foram colhidas em seis juizados e varas exclusivas de violência doméstica e seis não exclusivas, nas cinco regiões do país.

O trabalho também constatou que a maioria dos processos teve início em 2016 e que há casos iniciados antes de 2012, mas ainda não solucionados. A pesquisa destaca que, em muitos deles, as mulheres são obrigadas a buscar a Justiça várias vezes para ter acesso a diferentes direitos que poderiam ser concedidos de forma híbrida pelas varas, como medida protetiva, divórcio, pensão alimentícia, regularização de guardas e visitas, entre outros.

Sobre a percepção das mulheres em relação ao atendimento oferecido pela Justiça nos casos de violência, há relatos de queixas sobre a falta de atenção, de amparo, de resposta efetiva do Estado e de demora da Justiça. Apesar dessas dificuldades, boa parte das entrevistadas enfatizou que as vítimas devem recorrer à Justiça todas as vezes que forem agredidas.

O estudo começou a ser feito em fevereiro deste ano e poderá ser concluída até março do ano que vem. Em anos anteriores, o Ipea também realizou estudos sobre a efetividade da Lei Maria da Penha e a institucionalização de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, que apontaram a necessidade de aperfeiçoar o monitoramento dos serviços de atendimento às mulheres.

Estrutura

Os resultados foram apresentados ao Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, que também divulgou as informações sobre os processos de violência de gênero por meio do Portal de Monitoramento da Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Os números do portal revelam que a taxa de congestionamento dos tribunais está em 63%, ou seja, apenas 37% dos casos de violência contra a mulher são solucionados no país.

No ano passado, os tribunais tinham em estoque quase 1 milhão de processos relacionados à violência doméstica. Metade desse volume foi iniciada ainda em 2017, quando foram emitidas mais de 35 mil sentenças. Segundo o CNJ, o resultado mostra que há 433 novos casos de violência doméstica e são concedidas 225 medidas protetivas a cada 100 mil mulheres

Quando se considera os crimes de feminicídio, havia mais de 10 mil processos pendentes no ano passado, mais do que o dobro do registrado em 2016. O aumento se deu também no ingresso de casos novos. No ano passado, os tribunais receberam cerca de 2,6 mil novos processos de feminicídio, e em 2016 foram iniciados cerca de 1,2 mil.

De acordo com o portal, o país tem 122 varas exclusivas de violência doméstica contra a mulher, com a atuação de 1625 servidores de diferentes áreas de apoio (assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, etc). Há ainda o registro de 72 setores psicossociais exclusivos, 259 não exclusivos e 226 salas de atendimento privativas.

Em 2016, havia 109 varas exclusivas, 54 setores psicossociais exclusivos, nenhum não exclusivo e 168 salas de atendimento privativas. O portal não traz dados sobre o número de servidores em 2016.

Segundo o CNJ, a ferramenta de apresentação do estoque de processos judiciais e o monitoramento da qualidade do atendimento às vítimas de violência estão previstos na Política Judiciária Nacional de enfrentamento á violência contra as Mulheres no Poder Judiciário, instituída pelo Conselho em março do ano passado.



BCNEWS

"100 anos do Mestre Bimba": evento reúne mestres de capoeira neste sábado no Pelourinho


Neste sábado, 1º, às 10h, o Museu Udo Knoff, localizado no Pelourinho, recebe o projeto "Contos e Cantadores" que reunirá mestres de capoeira como Sabiá, Canguru e Nenel e a professora de samba de roda Nalvinha.

O centenário do Mestre Bimba, criador da capoeira regional servirá de inspiração para a realização do evento que permitirá o público participar de rodas de conversas e música para conhecer a identidade histórica do povo brasileiro a partir do cancioneiro da capoeira. Com entrada gratuita o evento resultará em quatro edições, em diferentes museus da cidade.



A TARDE

Pabllo Vittar rompe contrato com marca de sapatos por causa de Jair Bolsonaro


Logo após vir à tona uma polêmica envolvendo a marca de calçados Victor Vicenzza, por conta do apoio do dono da marca à campanha de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à presidência, a cantora Pabllo Vittar, que usava peças da empresa, fez um pronunciamento em seu Instagram.

O assunto veio à tona nas redes sociais há alguns dias, após usuários perceberem que a página da marca no Instagram passou a seguir diversos perfis que apoiam Jair Bolsonaro, além do próprio candidato e de três de seus filhos, todos também na política: Flávio, Carlos e Eduardo. A página também curtiu publicações do candidato.

Alguns usuários também replicaram o print de uma mensagem direta enviada pela marca após um usuário questionar o apoio da mesma ao candidato. "Quanto ao candidato ser homofóbico, já foi mais que comprovado o contrário", consta na resposta atribuída à empresa.

"Desde o início da minha carreira, sempre soube que seria muito difícil conseguir apoio de marcas que queiram se relacionar com uma artista LGBTQIA+ drag que sou", começou Pabllo.

"Não poderei aliar meu trabalho a um discurso que deixa claro não se importar com os direitos humanos de toda comunidade LGBTQIA+, à qual faço parte", complementou.

A cantora ainda ressaltou que, em alguns de seus novos trabalhos já finalizados e prestes a serem distribuídos, ela ainda aparece com "peças de marcas que, a partir de agora, não vinculo mais a minha imagem".

Victor Vicenzza

Pouco depois do pronunciamento de Pabllo, o perfil oficial da marca publicou um comunicado em suas redes sociais, em nome de seu proprietário, que dá nome à empresa.

Nele, Victor diz "lutar contra todo tipo de preconceito" e ressalta seu posicionamento, afirmando que "Bolsonaro é o único candidato apropriado para liderar esta nação".

"É necessário lutar contra todas as ideologias socialistas e comunistas que invadiram nosso País. Sendo assim, aproveito esta oportunidade para posicionar-me", complementou.

Desde então, diversos comentários vem sendo feitos nas redes sociais da marca. Enquanto uma parte deles critica a postura da empresa, outra vem apoiando o posicionamento.



A TARDE

Ação do Novo pede retirada de publicações do PT no Facebook e apuração pelo MP



Na ação ajuizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo Novo contra a propaganda eleitoral do PT, o partido do presidenciável João Amoêdo pede que a Justiça também retire do ar uma série de publicações postadas no Facebook, além de uma apuração pelo Ministério Público sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha.

O Novo entrou neste domingo, 2, com uma ação contra a chapa do PT para o Planalto, acusando a coligação "O Povo Feliz de Novo" de descumprir ordem judicial e fazer propaganda irregular. O Novo afirma que a campanha petista apresentada durante o fim de semana no rádio e televisão "não apresenta o candidato da coligação, mas ao contrário, está voltada a promover a candidatura de Lula".

O pedido envolve publicações feitas nas redes sociais do PT neste fim de semana. Entre elas, a divulgação do primeiro programa eleitoral do PT e vídeos de chamados de "Lulaços" por capitais brasileiras, como em Belo Horizonte e em Vitória, além de imagens de campanhas feitas pelo vice da chapa Fernando Haddad neste fim de semana em cidades do Nordeste.

O Novo também pede que seja aberta uma investigação dos fatos. "Seja oficiado ao Ministério Público para apuração do crime previsto no art. 347 do Código Eleitoral" (descumprimento de instrução da Justiça Eleitoral), dizem os advogados do partido na ação.

A TARDE

SÃO FELIPE: ASSISTA TRECHO DO SHOW DE JULHO NASCIMENTO NO ESPAÇA FEST PISQUI NESTE SÁBADO 1 DE SETEMBRO

SÃO FELIPE: Estudantes de escola publica participam de integração municipal de ensino



A integração entre Educação e Saúde tem rendido bons frutos aos estudantes da rede pública municipal de ensino. As equipes de saúde tem realizado visitas as escolas levando orientações de saúde e controle de vacinação, atualizando o cartão de vacinas de crianças que estavam em atraso. A Prefeitura de São Felipe segue com os trabalhos de prevenção e também de controle de vacinação de crianças matriculadas nas escolas do município.













PMSF

Bahia completa mil jogos no Brasileirão neste domingo (2)


Neste domingo (2), no duelo fora de casa contra o Atlético-PR, o Bahia alcançará a marca de 1.000 jogos pelo Campeonato Brasileiro. O Tricolor é o 16º clube a atingir o número após as unificações dos títulos da Taça Brasil, da Taça de Prata e do Brasileirão promovida em 2010 pela CBF. Em 999 confrontos, o Esquadrão soma 333 triunfos, 315 empates e 351 derrotas, com 1116 gols marcados e 1202 sofridos. Até o final da temporada, o Tricolor tomará o 15º posto do Goiás, que tem 1.014 jogos e está na Série B. O clube com mais jogos é o Cruzeiro (1426), seguido de Santos (1423) e Grêmio (1419).

SÃO FELIPE: Secretaria da Mulher de São Felipe realiza Blitz Maria da Penha no combate à violência contra a mulher.

A Secretaria da Mulher de São Felipe realizou, nesta sexta-feira (7), a Blitz Maria da Penha, ação de conscientização e enfrentamento à viol...