Foto: Reginaldo Ipê / Tribuna da Bahia
TRIBUNA DA BAHIA
O ano de 2019 não
começou com boas notícias para as donas de casa da capital baiana. Nesta
terça-feira, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) divulgou a última pesquisa relativa aos 12 itens que
compõem a cesta básica em todo o país. E Salvador, no mês passado, foi a
segunda capital que teve o maior reajuste entre as 18 pesquisadas, atrás apenas
de Goiânia, (+5,65%): 4,13% em relação ao anterior, passando a custar R$
343,82.
Em novembro, o valor
era de R$ 330,17. Conforme o Dieese, com esta alta, Salvador perdeu o posto de
capital com menor valor de cesta básica onde o órgão realiza a pesquisa. Ele
era ocupado desde agosto de 2017. No mês passado, a capital foi a terceira mais
barata, atrás de Recife (R$ 340,57 e aumento de 2,12%) e Natal (R$ 341,40 e
elevação de 2,77%). Já na contramão, as três cestas básicas mais caras foram
registradas em São Paulo (R$ 471,44), Rio de Janeiro (R$ 466,75) e Porto Alegre
(R$ 464,72).
Em dezembro, as altas
foram registradas no preço médio de sete dos 12 produtos pesquisados, com
destaque para o tomate (14,58%) e a banana (11,69%). As demais altas dos preços
médios foram da carne bovina (4,74%), do feijão (3,90%), da manteiga (3,16%),
do açúcar (2,50%) e do óleo de soja (2,26%). Por outro lado, a farinha de
mandioca (-4,44%), o leite integral (-3,33%), o pão (-0,88%), o arroz (-0,36%)
e o café (-0,18%) tiveram recuo de preço médio no mês.
Mas, se for levado em
conta todo o ano de 2018, o índice é ainda maior, quando a cesta ficou 8,58%
mais cara em Salvador – no ano de 2017, a cesta havia apresentado redução de
10,84% na capital baiana. Isso se deveu a seis produtos que acumularam alta de
preço no ano. As maiores variações foram registradas nos preços médios do
tomate (64,18%) e do leite (19,71%).
Já outros produtos
que acumularam alta no ano foram manteiga (8,27%), carne bovina (7,31%), arroz
(1,00%) e óleo de soja (0,28%). No sentido inverso, as quedas dos preços médios
foram registradas na farinha de mandioca (-21,56%), no feijão (-7,64%), no
açúcar (-6,82%), no café (-6,30%), na banana (-1,45%) e no pão (-0,66%).
De acordo com o
Dieese, o trabalhador soteropolitano remunerado pelo salário mínimo (o valor em
dezembro era de R$ 954) comprometeu 79 horas e 17 minutos de sua jornada mensal
para adquirir os gêneros essenciais em dezembro. Em novembro, a jornada foi de
76 horas e 08 minutos. Em dezembro de 2017, o tempo comprometido também era
menor, de 74 horas e 21 minutos.
Já quando se compara
o custo da cesta de Salvador e o salário mínimo líquido, ou seja, após o
desconto referente à Previdência Social, a relação era de 39,17% em dezembro de
2018, 37,62% em novembro do ano passado e 36,73% em dezembro de 2017.
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