
“Contrate que a
torcida paga”. Essa frase já foi muito dita por boa parte da torcida do Bahia,
que sempre foi conhecida pela sua grande presença nos estádios onde o time
atua. Porém, com a modernização do futebol, as bilheterias deixaram de ser a
principal forma de arrecadação dos clubes brasileiros, mas os torcedores seguem
tendo um papel fundamental para tornar seus times mais fortes.
Na última terça-feira
(15), o Esquadrão de Aço ultrapassou a marca de 18 mil sócios, sendo que cerca
de 16 mil desse total estão adimplentes com suas mensalidades, o que representa
um recorde no quadro social do clube. Diante disso a equipe do Galáticos Online
fez um estudo para abordar o impacto do sócio torcedor nas finanças do
Tricolor.
Apenas de janeiro de
2018, até a data do fechamento desta matéria (16/05), foram registradas 4.477
novas adesões ao plano de sócios do Bahia. Esses números, em comparação com o
mesmo período do ano de 2017, representam um crescimento de 35%, uma marca a
ser comemorada. Contudo, quando se traça um quadro comparativo com outros
clubes do país, e se leva em consideração o tamanho da torcida tricolor, o
caminho a ser percorrido ainda parece muito longo.
O Esquadrão
atualmente arrecada cerca de R$ 1 milhão por mês apenas com o plano de sócios,
o que representa cerca de 35% da folha salarial do atual elenco, que gira em
torno de R$ 2,8 milhões. O que é arrecadado com o plano de sócios representa
cerca de 12,5% de todo o orçamento anual do clube. Apesar de ser uma
arrecadação muito boa para um clube que há alguns anos não possuía nenhum
atrativo para os sócios, traçando um quadro comparativo, o Sport, outro grande
clube do Nordeste, tem cerca de 40 mil associados e arrecada pouco mais que o
dobro do que o Tricolor com isso.
Essa comparação pode
ficar ainda mais gritante se forem levados em consideração os números de
grandes clubes do sul/sudeste, como o exemplo do Grêmio, que com os recentes
títulos conquistados, passou a marca dos 140 mil sócios, e chegou a faturar
cerca de R$ 7,5 milhões por mês, em 2017, apenas com eles.
Voltando à expressão
inicial da matéria, “Contrate que a torcida paga”, de acordo com o presidente
do Bahia, Guilherme Bellintani, a ideia é que isso aconteça cada vez mais, de
acordo com o crescimento do número de associados.
“O pagamento das
dívidas e das despesas administrativas estão garantidos pelo orçamento.
Qualquer recurso novo que chegue para o clube tem o futebol como destino
imediato. Quanto mais sócios, maior o investimento no futebol”, disse o
mandatário em entrevista ao Galáticos Online.
Vale ressaltar que
além do importante direito de participar em decisões importantes para o clube,
como a escolha do seu presidente, os sócios possuem descontos em ingressos e
produtos do clube, e também em uma rede de parceiros credenciados. Além disso,
a partir de abril de 2018, os primeiros 20 mil sócios do Esquadrão de Aço terão
direito a uma camisa oficial de jogo do time por ano, após o pagamento de 12
mensalidades consecutivas.
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